terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mensagem à (des)Humanidade...

No contexto da evocação, no próximo dia 10 de Dezembro, do Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, parece-nos pertinente partilhar o olhar crítico de uma aluna sobre a humanidade:


HOMEM: indivíduo da espécie humana. Todos somos Homens. Todos diferentes. Tal como a água, fria ou quente, numa gota ou em corrente, mas água. E, acima de tudo, pura. Não é também pura a criança que berra pela primeira vez ao mundo? Chora, grita, todavia nada cá fora se lhe compara em pureza naquele momento singular. Nada é, no entanto, tão incerto como esse ser, nesse instante. Quem poderá afirmar que esse petiz será… será, apenas? Não nos deparamos nós com sociedades em que o bebé, pelo simples facto de se apresentar diferente, seja olhado como um não ser? Simplesmente não é palpável, engloba-se na paisagem quotidiana da favela ou nos subúrbios da cidade de que tanto nos orgulhamos. Uma ligeira névoa poeirenta, que facilmente dissipamos, seja ao entrar na viatura cujo espelho nos protege ou ao embelezarmo-nos com os Ray-Ban que nos ocultam o espelho da alma.
É assim a Humanidade. Palavra mal construída. Derivada do vocábulo “Homem”. Terá sentido a Humanidade ser tudo menos humana? Compaixão, sonho, fraternidade, igualdade, amor, amizade. Tudo parte integrante do Homem. Tal como os escrevi: livres. Só a partir desta liberdade é possível a presença de todas, sem repressões, sem uma ordem estritamente necessária sem nexo. Por vezes, a Humanidade constrói-se tendo por base apenas a Harmonia.

Júlia Ribeiro - 11º CT1

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