terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Autor do Mês de Janeiro - José Luís Peixoto




Nasceu em 1974, em Galveias, concelho de Ponte de Sôr (Portalegre). É licenciado em Línguas e Literaturas Modernas (Inglês e Alemão) pela Universidade Nova de Lisboa e, durante alguns anos, foi professor do ensino secundário, tendo dado aulas na Lousã, em Oliveira do Hospital e na Cidade da Praia, em Cabo Verde.
Iniciou o seu percurso literário com publicação de poesia e prosa no suplemento DN Jovem, tendo sido vencedor do Prémio Jovens Criadores do Instituto Português da Juventude nos anos de 1998 e 2000.

Antes de surgir em Outubro de 2000, na Temas e Debates, o seu primeiro romance, Nenhum Olhar, já tinha publicado vários conjuntos de poemas, nos cadernos Átis, e a ficção breve Morreste-me, dada à estampa em Maio de 2000.

Este romance trouxe ao escritor um largo reconhecimento da crítica, plenamente confirmado, no ano seguinte, quando venceu o Prémio José Saramago. Foi considerado, ainda, finalista para a atribuição de dois dos mais importantes prémios literários desse mesmo ano: o Grande Prémio de Romance e Novela da APE e o Prémio do Pen Club.

Em 2001, o livro de poesia A Criança em Ruínas, com edições sucessivas, constituiu um novo êxito de público e de crítica.

Outro marco importante da sua trajectória literária surgiu em Outubro de 2002, com o lançamento simultâneo de Uma Casa na Escuridão (romance) e de A Casa, a Escuridão (poesia), pela reconhecida originalidade de uma ficção e de um livro de poemas que remetem para um mesmo universo referencial.

Tem vindo a representar Portugal em diversos eventos literários internacionais (Paris, Madrid, Frankfurt, Zagreb, entre outros), e em 2002, foi o primeiro autor português convidado para a residência de escritores na Ledig House, em Nova Iorque.

Fez libretos para óperas, trabalhou com coreógrafos na adaptação de obras a bailados, escreveu letras de canções para cantores tão diferentes como Mísia e os Daweasel

É colaborador regular de vários jornais e revistas como o DN (Diário de Notícias), e o Jornal de Letras.

Actualmente, ocupa um dos lugares de maior destaque como um dos jovens romancistas na Europa, tendo muitos dos seus livros traduzidos.


Livro é o seu último romance publicado.

Para ouvir José Luís Peixoto a falar de si e das suas obras (06:56)






Algumas considerações sobre a sua obra


(2000)

Morreste-me é uma breve ficção do escritor em que é retratada a experiência da morte e as memórias que tem do pai.

Publicada pela primeira vez em 2000, esta obra descreve um universo em que a paisagem rural alentejana se mistura com elementos do fantástico. Recorrendo à técnica da corrente da consciência, o escritor surpreende o leitor, levando-o a descobrir a força de um ser humano e os frágeis fios da amizade. Descobrimos dois irmãos siameses, ligados pelos dedos mindinhos, um gigante, inspirado na nossa literatura tradicional, um diabo e o velho Gabriel que corporiza uma imagem do envelhecimento da região alentejana, traduzindo a valorização da sabedoria dos iletrados do meio rural que aprendem com a natureza e o tempo.


(2002)

O segundo romance do escritor perscruta a alma desesperada de um narrador que encontra o verdadeiro amor na imagem de uma mulher reflectida dentro do seu próprio interior, mulher que não existe no seu tempo real. Esse amor é descrito e passado para o papel, noite após noite, tornando-se o centro único da sua vida que já se manifestava completamente despegada da vida real. Habita na mesma casa onde vive com a sua mãe, embrutecida pela dor e com a sua escrava silenciosa. A casa vive um mês por ano na escuridão, sendo apropriada por misteriosos gatos.

A escrita e a mulher amada nascem de um único lugar luminosamente surpreendente. Mergulhado na sua solidão, o narrador inventa, na escuridão, a mulher que ama, instalando-a na sua mente. Vive e alimenta-se do mais belo dos amores, um amor despojado de um corpo presente; um amor que é “o sangue do sol dentro do sol”. E a sua, mas feliz, surge na sua evidência de horror aos olhos do leitor. paixão desmedida, interior

Quando chegam os invasores, a violência torna-se extrema, dolorosa e cruelmente descrita: corpos decepados, ouvidos e olhos trespassados por agulhas, corações arrancados à espada. A casa transforma-se num asilo de seres mutilados, violados, brutalizados quotidianamente, sendo, simultaneamente, um jardim de infância dos filhos dos invasores.

Porque é difícil encontrar no mundo compaixão, o escritor torna-se impiedoso e parece convocar o leitor para uma visão catastrófica, em que o sofrimento passa o limiar do suportável.

Nada impede ou impedirá a escuridão.

De uma força alegórica surpreendente, este romance leva-nos à consciência do desespero de existir. Amputado na sua capacidade de escrever, sonhar e amar, o escritor é salvo da morte em vida apenas pelo poder amoroso das crianças. Atemorizados e aterrorizados, descobrimos que nenhuma força impedirá que matem a música, torturem e matem as crianças e sejam decepados os escritores.

Nesta narrativa poética, o leitor mergulha, com horror, na barbárie, incapaz de a anular ou encontrar um caminho redentor. Entrar nesta casa-livro é percorrer os abismos da humanidade, conhecer personagens que nos deixam perplexos, como o príncipe de calicatri, que guardava no coração todos os países por onde viajou, sendo o mensageiro do amor e da morte, da amizade e do terror, o editor preso por recusar escritas de novos pretensos autores, o senhor violinista que, pelo poder da música, faz ressuscitar a mãe do escritor, a escrava Miriam que ama o príncipe, entre outros igualmente fascinantes que nos interpelam. Visitar esta obra é descer aos (nossos) infernos e perceber os limites que pode ter a dor. Será possível o amor? Poderão o amor e a ternura resgatar o homem dos seus abismos?

Apesar de tanto sangue, de tanto sofrimento, na escuridão e nos breves, mas intensos lugares de luz, há a possibilidade do deslumbramento.

A propósito deste livro, José Luís Peixoto declarou:

"A casa lê-se e, obviamente, a casa escreve-se. A casa, neste livro, é o reduto mais interior de cada indivíduo. Os alicerces, as paredes que, ao longo dos anos, cada pessoa constrói à sua volta. Nesse sentido, cada pessoa é uma casa. Cada pessoa é um espaço onde resquícios do passado permanecem no presente. Também as pessoas têm divisões: quartos e salas. As pessoas - ou melhor, aquilo que mais conta nas suas vidas -, constituem, para mim, a matéria fundamental da escrita. (…)
A escrita deste livro foi paralela à minha descoberta pessoal do mundo. Uma Casa na Escuridão foi escrito em vários países do mundo, muitos dos quais foram países que visitei pela primeira vez. Este livro tem uma cosmovisão consciente. Nessas viagens, percebi que aquilo que é essencial é comum, apenas as representações desses elementos poderão variar. Por isso, neste livro, o mundo é a sabedoria. Por isso, o príncipe de calicatri, depois de correr o mundo, sabe as respostas a todas as perguntas."

in Diário de Notícias (6.11.02)

Outros testemunhos:


" Este novo livro de José Luís Peixoto (...) é uma experiência apaixonante e estranha. (...) tem tudo para vir a ser um livro-culto. (...) é de uma imensa beleza..."
Eduardo Prado Coelho, Público, Mil Folhas



"A peste invasora do romance de José Luís Peixoto (...) reconduz-nos a uma tensão entre felicidade e absurdo, inocência (protagonizada um pouco idilicamente pelas crianças) e mal, luz e trevas. A amizade surgindo como o possível absoluto, centrada na personagem do príncipe calicatri, espécie de Cristo inconformado com o seu destino que, ao arrancarem-lhe o coração, perde as respostas para todas as perguntas do mundo. Não será esse o caminho da sabedoria?"

Ana Marques Gastão, Diário de Notícias

(2003)

José Luís Peixoto associou-se ao grupo Moonspell, uma banda de heavy metal portuguesa com grande sucesso além fronteiras, e criou um projecto inédito e aliciante, produzindo uma narrativa inspirada no universo musical do grupo.

O seu livro de contos foi publicado em simultâneo com o CD de Moonspell com o mesmo título.

(2007)

O quarto romance do autor é baseado na história real do atleta Francisco Lázaro.

José Luís Peixoto admite que esta é a sua obra mais feliz e evoca a transcendência como o tema principal do livro.

Os narradores, pai e filho, desvendam a história da família. Falam de morte, não para indicar o fim, mas a renovação, o elo entre as gerações e o seu devir.

O leitor confronta-se tanto com a vertente luminosa das ligações entre familiares como com a sua dimensão mais obscura, reconhecendo a importância do espaço singular de uma oficina, o cemitério de pianos que alberga pianos "mortos" cujas peças vão dar vida a novos pianos.


(2007)

É um livro de contos que reúne textos de natureza diversa (três poemas, dezassete contos e uma peça de teatro).

(2010)

“É, sem dúvida, uma obra prima da literatura portuguesa. Um romance sobre a emigração económica e também política, dos anos cinquenta até à Revolução de Abril e à actualidade.

As descrições minuciosas e perfeitas da vila alentejana e das suas gentes encontram paralelo na visão dos bairros da lata de Champigny e Saint Denis.

Livro, título da obra, é simplesmente o livro que Ilídio dá à sua namorada Adelaide e o nome que esta dará mais tarde, casada em Paris com o intelectual comunista Constantino, ao filho que nasceu de um fortuito encontro com Ilídio, numa sua vinda à terra sem o marido.

As personagens, muito elaboradas, são de uma verdade e de um pitoresco fabulosos, cruas e por vezes muito originais e coloridas; o Cosme, amigo do coração de Ilídio e de Adelaide; o padre manhoso e falso; o generoso e leal Josué, pedreiro e mestre de Ilídio, seu amigo; a negra Sidonie, a quem Livro ensina a literatura; a velha, luxoriosa e gananciosa, Lubélia, enterrada viva.

A interioridade riquíssima de Livro mostra um ser complexo, que tudo abrange e finalmente se revela autor de tudo o que lemos, autor, narrador e personagem. Dito isto, sentimos que não dissemos ainda o essencial, porque este romance é a tal ponto renovador que dá à pungência da realidade social como que um toque de magia, fundindo-a nos sonhos dos emigrantes, cristalizados nas suas casas afrancesadas, cheias de azulejos e de ostentação.

A poética de José Luís Peixoto está muito discretamente na sua escrita, pelo meio de exuberantes referências culturais.”

Urbano Tavares Rodrigues

(Poesia)

Neste livro, cada poema parece ser pessoal e, simultaneamente, improvável. Há imagens estranhas, trágicas, evocações arrepiantes, a sensação de algo que se perdeu, mas que parece deixar marcas em cada passo do caminho. Captamos ritmos que parecem evocar melodias indistintas. Alguns dos poemas são densos, difíceis de decifrar, tantos são os possíveis sentidos por detrás das palavras. O leitor não pode ignorar.

Na hora de pôr a mesa

na hora de pôr a mesa, éramos cinco:
o meu pai, a minha mãe, as minhas irmãs
e eu. depois, a minha irmã mais velha
casou-se. depois, a minha irmã mais nova
casou-se. depois, o meu pai morreu. hoje,
na hora de pôr a mesa, somos cinco,
menos a minha irmã mais velha que está
na casa dela, menos a minha irmã mais
nova que está na casa dela, menos o meu
pai, menos a minha mãe viúva. cada um
deles é um lugar vazio nesta mesa onde
como sozinho. mas irão estar sempre aqui.
na hora de pôr a mesa, seremos sempre cinco.
enquanto um de nós estiver vivo, seremos sempre cinco.





(Poesia)

Foi publicado em simultâneo com o romance Uma casa na Escuridão, mas os dois livros são obras autónomas que compartem protagonistas, situações e atmosferas.


" Ao publicar dois livros em simultâneo, José Luís Peixoto revela-se capaz de contrariar as regras mais simples da álgebra. Porque o que se encontra no resultado da operação Uma Casa na Escuridão e A Casa, a Escuridão não corresponde apenas ao somatório das parcelas que a compõem. O autor diz que, sendo autónomos, romance e livro de poemas se completam. Diríamos mais: do conjunto dos dois, nasce a obra suprema, a que não conhece géneros nem fronteiras."
Sara Belo Luís, Visão





Exposição: “Letras e Cores, Ideias e Autores da República"- 3 a 14 de Janeiro de 2011


No âmbito das comemorações do centenário da República, a Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, em colaboração com a Comissão Nacional para as comemorações do Centenário da República, preparou uma exposição em cartazes que cruza textos e autores da época da República, com o que de melhor se está a fazer na área da ilustração portuguesa contemporânea.
O resultado mostra de que forma literatura e arte, passado e presente, se podem cruzar de forma coerente e harmoniosa.

domingo, 9 de janeiro de 2011

LER + DÁ SAÚDE


No âmbito do projecto da nossa biblioteca, “LER + DÁ SAÚDE”, no passado dia 7 de Janeiro, alunos do 7ºA, acompanhados pelas professoras Ana Filomena, Alzira Santos e Helena Pedrosa, realizaram uma sessão de leitura de poemas e contos para os utentes de consulta externa do Centro Hospitalar Oeste Norte (CHON). Após a sessão de leitura, os alunos visitaram a unidade de pediatria.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Mensagem à (des)Humanidade...

No contexto da evocação, no próximo dia 10 de Dezembro, do Dia da Declaração Universal dos Direitos Humanos, parece-nos pertinente partilhar o olhar crítico de uma aluna sobre a humanidade:


HOMEM: indivíduo da espécie humana. Todos somos Homens. Todos diferentes. Tal como a água, fria ou quente, numa gota ou em corrente, mas água. E, acima de tudo, pura. Não é também pura a criança que berra pela primeira vez ao mundo? Chora, grita, todavia nada cá fora se lhe compara em pureza naquele momento singular. Nada é, no entanto, tão incerto como esse ser, nesse instante. Quem poderá afirmar que esse petiz será… será, apenas? Não nos deparamos nós com sociedades em que o bebé, pelo simples facto de se apresentar diferente, seja olhado como um não ser? Simplesmente não é palpável, engloba-se na paisagem quotidiana da favela ou nos subúrbios da cidade de que tanto nos orgulhamos. Uma ligeira névoa poeirenta, que facilmente dissipamos, seja ao entrar na viatura cujo espelho nos protege ou ao embelezarmo-nos com os Ray-Ban que nos ocultam o espelho da alma.
É assim a Humanidade. Palavra mal construída. Derivada do vocábulo “Homem”. Terá sentido a Humanidade ser tudo menos humana? Compaixão, sonho, fraternidade, igualdade, amor, amizade. Tudo parte integrante do Homem. Tal como os escrevi: livres. Só a partir desta liberdade é possível a presença de todas, sem repressões, sem uma ordem estritamente necessária sem nexo. Por vezes, a Humanidade constrói-se tendo por base apenas a Harmonia.

Júlia Ribeiro - 11º CT1

domingo, 5 de dezembro de 2010

Autor do Mês de Dezembro - Maria Teresa Maia Gonzalez



MARIA TERESA MAIA GONZALEZ nasceu em Coimbra, em 1958, formou-se em Línguas e Literaturas Modernas na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa. Exerceu a profissão de professora de Português, Inglês e Francês, entre 1982 e 1997.

A sua vasta obra é essencialmente constituída por romances juvenis que abordam sérias questões ligadas aos problemas dos adolescentes.

Da sua vasta publicação, destaca-se o título A Lua de Joana, por ser o seu maior sucesso editorial. Publicado em Lisboa, em 1994, a obra, em forma de diário de uma jovem adolescente que inadvertidamente cai nas malhas da fatídica droga, teve uma projecção internacional, sendo editada também na Alemanha, Bulgária, Albânia, Espanha e China.

A Colecção Profissão: Adolescente, com 27 títulos publicados, todos várias vezes reeditados é também da sua autoria. Esta colecção dirigida, essencialmente, aos adolescentes, poderá ser lida por qualquer adulto interessado nas várias questões complexas que, actualmente, assolam a juventude. A escritora, dotada de uma sensibilidade notória, recorrendo a uma escrita muito acessível e genuína, consegue transportar-nos para o mundo instável e fascinante dos jovens.

Em colaboração com Maria do Rosário Pedreira, criou a Colecção O Clube das Chaves, de que foram publicados 21 volumes. Aliás, os seus primeiros passos na publicação iniciaram-se em 1989 com a edição do primeiro volume da referida colecção, que lhes permitiu ganhar um concurso literário.

Numa das numerosas entrevistas dadas pela escritora nas escolas, que visita com regularidade, a escritora explicou os motivos que a levaram cedo à necessidade de escrever.

Quando um dia comecei a escrever não o fiz por pensar no dinheiro que ganharia com isso, na fama que iria ter ou em festas como a de hoje. Comecei a escrever como forma de desabafo perante as barreiras do Mundo. São inúmeros os problemas que dia após dia encontro. Crianças são maltratadas, fome, guerra, droga, álcool, tabaco, stress…Dizemos viver num Mundo evoluído. Concordo, a nível de tecnologias pouco ou nada nos falta. Mas, e o resto? Onde ficou a evolução do Homem na forma de amar? Onde evoluiu o Homem na maneira de resolver problemas? Onde evoluiu o Homem quando toma a decisão de ter filhos? Não evoluiu. Não é só preciso que a taxa de natalidade suba, é preciso termos crianças felizes. O dinheiro, bens materiais não chegam para essa felicidade. É preciso amor, tempo e dedicação. Crianças devem poder sorrir sempre ao longo do seu crescimento. Chega de pais part-time, de mães ausentes, de discussões diárias, de falta de tempo. As crianças precisam de amor. A droga e todos os vícios vivem diariamente com eles e se ninguém os ensinar e apoiar não saberão como fugir a esse mundo. Não podemos pensar que isto acontece apenas aos outros, acontece todos os dias, a pessoas, tal como nós. E foi por tudo isto, para tentar salvar algumas dessas crianças e jovens que comecei a escrever. Se eles virem o quanto estes mundos provocam a dor saberão que não devem segui-los e conseguirão ser felizes.”


Para além dos romances juvenis, são também da sua autoria histórias infantis, poesia, contos, ficção para adultos e uma colecção juvenil de peças de teatro, que são levadas ao palco pelos inúmero
s artistas distribuídos pelas escolas do país.

A nossa escola teve o privilégio de receber a escritora em 2005. Foi uma experiência muito enriquecedora, da qual resultou um site na internet: www.literarte.no.sapo.pt. Sugerimos que visites este espaço virtual e que participes, visto que nele poderás relatar as tuas experiências como leitor.

Várias são as páginas Web dedicadas à escritora:

http://www.noslemos.blogspot.com/

( Blogue realizado após a

visita da escritora a uma escola.)

http://5knowledge.blogs.sapo.pt/

(Entrevista à escritora r

ealizada por alunos.)

http://bibliosttau.blogspot.com/2008/04/entrevista-imaginria-escritora-maria.html

(Entrevista imaginária a Maria Teresa Maia Gonzalez brincando com os títulos dos seus livros.)

...

A escritora está no Facebook.


quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

75 anos da morte de Fernando Pessoa


Na Escola Secundária Raul Proença, no dia 30 de Novembro, assinalámos os 75 anos da morte de Fernando Pessoa. Evocámos a sua vida e obra, através de várias actividades: mostra bibliográfica, exposição de excertos de poesia/prosa na Biblioteca e leitura dramatizada de poemas em várias turmas pelos alunos do 12º ano, que "encarnaram" Fernando Pessoa e os seus heterónimos . De referir que esta actividade contou com a colaboração da Casa Fernando Pessoa que, amavelmente, respondeu à solicitação feita pela biblioteca e por um grupo de alunos do 12º ano, no âmbito da disciplina de Área de Projecto.