No âmbito do 88º aniversário de José Saramago, decorreu na Biblioteca, no dia 16 de Novembro, uma maratona de leitura durante a qual os alunos do 9º, 10º 11º e 12º anos leram exertos de obras do "nosso Nobel". Foi desta forma singela que recordamos a vida e obra de um dos maiores vultos da língua portuguesa.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Homenagem a José Saramago
No âmbito do 88º aniversário de José Saramago, decorreu na Biblioteca, no dia 16 de Novembro, uma maratona de leitura durante a qual os alunos do 9º, 10º 11º e 12º anos leram exertos de obras do "nosso Nobel". Foi desta forma singela que recordamos a vida e obra de um dos maiores vultos da língua portuguesa.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Autor do Mês de Novembro - José Saramago

A maior parte da sua vida decorreu, portanto, em Lisboa.
Após os estudos secundários, foi serralheiro, mecânico, desenhador, tradutor, funcionário administrativo, editor, jornalista…Algumas das suas experiências profissionais ajudam a perceber a orientação da sua obra.
Publicou o seu primeiro livro, um romance, Terra do Pecado, em 1947, tendo apenas surgido, em 1966, a sua segunda obra Os Poemas Possíveis.
Foi uma personalidade activamente envolvida na vida pública do seu país.Depois de 1974, desenvolveu uma intensa militância política numa linha de coerência com os valores da revolução de Abril.
Nunca negou as suas convicções ideológicas de esquerda, dando delas constante testemunho nos vários planos da sua intervenção na sociedade: agiu e escreveu, actuando sempre no uso pleno da sua cidadania.

“Termino. A voz que leu estas páginas quis ser o eco das vozes conjuntas das minhas personagens. Não tenho, a bem dizer, mais voz que a voz que elas tiverem. Perdoai-me se vos pareceu pouco isto que para mim é tudo.”
(Excerto do discurso de José Saramago aquando da entrega do Nobel da Literatura)
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
CONCURSO DE FOTOGRAFIA
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
quinta-feira, 30 de setembro de 2010
Autor do mês de Outubro: José Jorge Letria
José Jorge Letria nasceu
em Cascais em 1951. Destacou-se em vários domínios da cultura. Participou na elaboração de programas de rádio e televisão e foi redactor e editor de jornais como “Diário de Lisboa”, “República”, “Musicalíssimo”,“Diário de Notícias” e “Jornal de Letras”.
Como cidadão activo, desempenhou funções de vereador da Cultura, na Câmara Municipal de Cascais e, actualmente, é vice-presidente e administrador da Sociedade Portuguesa de Autores.
Integra, igualmente, em representação da SPA, o Comité Executivo do Conselho Internacional de Autores Dramáticos, Literários e Audiovisuais.
A liberdade, o seu ideal de vida, inspirou-o constantemente na sua produção literária, revelando-se também nos anos de luta clandestina e, posteriormente, quando subiu aos palcos como cantor de intervenção. Integrou, com José Afonso, Adriano Correia de Oliveira e Manuel Freire, entre outros, o movimento da canção de resistência, tendo sido agraciado em 1997 com a Ordem da Liberdade.
Teve sempre a preocupação de esclarecer os mais novos, dedicando-lhes inúmeras obras que abordam diversos valores e vertentes da acção humana:
Preocupou-se em divulgar junto dos jovens a cultura e a história de Portugal. Assim, a história de vida de figuras marcantes como Aristides Sousa Mendes, Humberto Delgado, Carlos Paredes, Zeca Afonso… inspirou a sua escrita.

E especialmente para os mais novos, sugerimos a descoberta de um gato fascinante, Mouschi, que partilhou momentos de grande ternura com a sua dona, Anne Frank.
E, para terminar, gostaríamos de vos presentear com alguns poemas deste sonhador de palavras.
O amor é
um nome de mulher
na boca de um homem.
O amor é
uma flor perfeita
na lapela de um homem só.
O amor é
um continente sem fronteiras
para que tudo aconteça.
O amor é
a alegria do corpo
sem vergonha de amar.
O amor é
dividir somente
o que se pode partilhar.
O amor é
uma cidade azul
no dorso de uma nuvem.
O amor é
um rapaz loucamente
apaixonado por uma rapariga.
O amor é
tão fácil e tão simples
que até se torna difícil.
O amor é
tudo aquilo que um dia
ganhamos coragem para ser.
O amor é
gostarmos de nós
e sabermos porquê.
OS LIVROS
Apetece chamar-lhes irmãos,
tê-los ao colo,
afagá-los com as mãos,
abri-los de par em par,
ver o Pinóquio a rir
e o D. Quixote a sonhar,
e a Alice do outro lado
do espelho a inventar
um mundo de assombros
que dá gosto visitar.
Apetece chamar-lhes irmãos
e deixar brilhar os olhos
nas páginas das suas mãos.








